Etiquetas

, , ,

Prefácio: Isso poderia virar um livro.

A vida corrida de São Paulo nos proporciona diferentes emoções, principalmente se você estiver lá pela primeira vez. É quase como o primeiro beijo naquela morena linda, um frio na barriga, nervoso, cara de bobo, meio sem jeito, ansiedade, felicidade e excitação* (em ambos os sentidos).

E se tratando de emoções, vou esquecer a cronologia dos acontecimentos, e irei direto na emoção chamada “medo“, que acabou se misturando com frustação, raiva, alívio e impotência, mas impontência é uma emoção? Talvez não, mas diante do fato ocorrido, pode ser um estado de espírito.

26 de Dezembro de 2009, Guarujá, São Paulo, 16:21h, dia que variava do nublado para ensolarado, ameaçando constantemente a chuva. Após visitar as consideradas praias mais bonitas do litoral paulista, Enseada, Éden, Mar Casado, última parada era a praia de Pernanbuco,  região da Praia Pernambuco é tida como uma das mais belas do Guarujá. Conhecida principalmente por ser a preferida de vários artistas famosos e por casas com estilos arquitetônicos sofisticados, é uma área residencial dedicada principalmente ao turismo, sendo que a atividade comercial é praticamente restrita. É nele que está instalado o condomínio Acapulco e o Hotel Jequitimar Guarujá (pertencente ao grupo Silvio Santos). A Praia do Pernambuco tem 1.800 metros de extensão. O bairro conta com uma sociedade de amigos que se dedica à sua preservação.  (by: Wikipedia).

Lugarzinho Lindo, só não aconselho irem para as pedras!

No entanto, por tamanha confiança no lugar e no conhecimento dos nativos, ficamos próximos de um bando de “nóias” ou “maloqueiros” se preferir nas gírias paulistas, vulgo: “marginais vida loca mc racionais”.

E como não era de se esperar, NÃO era de se esperar, fomos abordados pelo mais famoso estilo de roubo de São Paulo, o Arrastão. “Isso é um assalto, fica caladinho senão leva bala, fica quetinho” exclamava o assaltante à paisana, os outros 4 chegaram e: “perdeu perdeu prayboy, passa as coisas e fica caladinho, qué morrer vagabundo?” e em menos de 2 minutos, lá estava eu só de bermudão.

ESSE É O LUGAR ONDE FOMOS ASSALTADOS! sensação esquisita rever o lugar assim.

E é nesse momento que entra a impotência, de ver os caras armados levando as nossas coisas sem você poder fazer nada, só aí então os sentimentos começam a aflorar. Primeiro o medo, pensar que quando o “nóia” apontou a arma pra minha cabeça poderia ter puxado o gatilho. Em seguida a frustação, de ter perdido as nossas coisas, coisas que tínhamos comprado dias antes, incluindo a câmera digital com todos os registros das nossas férias (que pra mim foi o mais frustante). A raiva vem naturalmente misturada mais uma vez com a sensação de impotência quando notamos que estamos ilhados sem ter como voltar pra casa porque a chave do carro estava na bolsa que foi roubada (e quando descobrimos que a Kombi é codificada e nenhum chaveiro consegue abrir, não tem como fazer ligação direta e o seguro não vai chegar tão cedo). E por fim o alívio de pensar nas pessoas e esquecer um pouco o material, todos bem sem arranhões e sem traumas psicológicos aparentes.

No final deu tudo certo, o guincho e o táxi do seguro chegaram depois de 7 horas de espera, por volta das 23:40, chegamos em casa por volta das 2:30 da manhã e hoje por incrível que pareça todos nós rimos do acontecido.

Esse post também poderia se chamar: “Relatos de um cabaço-de-praias sendo assaltado”.

ps.: Os “pulícia” são iguais aos dos filmes brasileiros que retratam a corrupção. Conclusão: B.O. feito só na internet no dia seguinte, e providência nenhuma tomada na hora.

Só pra finalizar, isso não mudou o fato de eu ainda estar apaixonado por São Paulo. E querer voltar o quanto antes!!!

Anúncios