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A Bíblia diz: “não cometer adultério”, “não fornicar” (A distinção técnica entre fornicação e adultério é que adultério envolve pessoas casadas enquanto a fornicação envolve pelo menos uma pessoa não casada, ou seja, adulterar é o ato sexual antes do casamento). Até aí tudo bem, do ponto de vista Cristão. Mas será isso mesmo, mesmo dentro as igrejas? E do ponto de vista global?
Pode-se dizer que quando foi escrita, havia mais “facilidade” de seguir tais ensinamentos para agradar a Deus. Por quê? Fácil responder: Porque naquele tempo não existia televisão, internet, anúncios em outdoors, revistas, tele-sexo. As mulheres eram vestidas dos pés à cabeça, e até meados do século XVIII (ou um pouco depois), era muito sexy e atraente (e até muito audacioso para uma mulher) mostrar os tornozelos. E também não existia aquela preocupação com os estudos, faculdade, achar um bom emprego para que possa sustentar sua esposa, ou esposas. E é engraçado como na Bíblia o homem podia, e até hoje em algumas culturas ainda pode, ter mais de uma esposa. E por aqui isso é crime. Mas isso não foi mantido, assim como também não foi mantida a lei de “guardar o sábado”, salvo a igreja Adventista, mas por que só esse ponto foi “mantido até hoje”. Não sou um grande estudioso das Escrituras Sagradas, nem tampouco um contestador Dela, jamais. Estou apenas levantando um ponto curioso que é sempre muito debatido, mas nunca posto dessa forma, pelo menos eu nunca ouvi ninguém debater desse modo sobre isso.
Mas vamos aos fatos. Como já disse, antigamente, uma criança não era bombardeada pelos meios de comunicação com programação apelativa, mulheres sensuais e provocantes em todos os programas exibidos não importa o horário, como por exemplo Domingo Legal, Caldeirão do Hulck, Tudo é Possível, a Praça é Nossa, e muitos outros. Comerciais de qualquer coisa, cerveja, carros, tênis, sorvete, doces, lugares para visitar, carvão, prego, comida taitiana, pet shop, até agora os bancos ainda mantém o bom senso e o respeito em seus comerciais. E sem mencionar o carnaval, nudez explícita (como diria minha mãe, “com essas quengas rebolando mais que cobra em areia quente”). Então é óbvio que o interesse por sexo vai aflorar muito mais cedo, como já vem acontecendo. A vida sexual começa cada dia mais cedo, quem nunca viu, ouviu ou leu sobre gravidez na adolescência, garotas de 11, 12 anos sendo mães? Em alguns estados dos Estados Unidos da América, a vida sexual de uma adolescente começa entre 14 ou 15 anos, antes de entrar na faculdade. E as que não começaram essa “jornada” antes da faculdade, iniciam em seu primeiro ano. Essa é uma realidade que não está longe do Brasil. E quanto ao passado? Era comum casarem jovens donzelas, e até hoje em algumas etnias, é costume casar garotas de 12, 13 anos com homens mais velhos. E nos tempos bíblicos, isso também era comum. Ou seja, só se preocupava em herdar a herança do pai, cuidar das ovelhas, e quando aparecesse o “desejo carnal” casar-se. Tudo isso ainda muito jovem. Como diria Albert Einstein, tudo é relativo. Pois hoje uma criança de 12 anos já viu coisas que naquela época era inadmissível ser mostrado por uma mulher, como os tornozelos. Então, antigamente um homem quando criança até os 11 anos nunca viu nada a não ser um monte de roupa nas mulheres, logo, interesse nulo. Dos 12 aos 15, já se ouviu falar algo a respeito, mas como nunca tinha visto nesse caso não se pode ter desejo pelo que ainda não se sabe ao certo o que é. Dos 15 aos 18 já se sabe o que é sexo, no entanto, os seus ensinamentos dizem que é apenas para perpetuação da espécie, e primeiro tem que aprender a cuidar das ovelhas. Aos 20 anos já barbado, pode casar-se, tendo herdado tudo de seus pais, e com ensinamentos para expandir os bens e perpetuar a espécie. E hoje? Aos 6 anos, o gurizinho já sabe o que é beijo na boca, mulher nua, qual cerveja desce redondo, qual é a seladinha, carnaval, camisinha e de onde vem os bebês. Com no máximo quantos anos uma criança começa a ter curiosidade em saber o que é sexo? E quando chegar aos 20 vai poder casar-se? Segundo os padrões sociais, não! A não ser que já tenha um emprego garantido, uma faculdade, casa própria. Exceto se for de família pobre, pro filho(a) sair logo de casa e dar menos despesa, ou de família rica que possa sustentar o casal até terminar a faculdade e arranjar um emprego. Mas claro que tem casos e casos, garotas que casam com ricaços. Nesse caso o “amor” não tem idade.
Então o que eu quero dizer com tudo isso é que esse ensinamento bíblico era muito prático na época, as “tentações” quando não existiam eram quase nulas.
Não se via uma mulher passar na rua com um decote chamativo (e como diria um amigo meu “não adianta negar, decotes têm um ima), mini-saia, blusinha mostrando a barriga (blusas essas que são decorrentes de roupas originadas em culturas que diziam que mostrar a barriga em danças sensuais, como a “dança do vente”, significava dizer que a donzela estava em período fértil e pronta para o ato sexual, ou seja, pronta para casar). Hoje isso é banal, mas não deixa de ser sensual.
Como já disse, não estou, e nem quero, contestar a Bíblia e seus ensinamentos, apenas quis comentar sobre um ponto que é tema de discussão árdua em qualquer lugar que seja levantando o assunto, do meu jeito é claro, e esse sim (o meu ponto de vista) pode ser contestado, e até gostaria, para saber das opiniões dos demais, e se alguém tiver algum embasamento bíblico para ressaltar, muito feliz me faria.
Enfim, parabéns pra mim para todos os que seguem o sexto mandamento.

Não adulterarás (fornicarás)”. Êxodo cap.20, ver.14.

Leia também o que Martinho Lutero (o meu mártir preferido) tem a dizer a respeito.
O Sexto Mandamento, “Não adulterarás” por Martinho Lutero.

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