Usualmente eu costumo assistir filmes locados em seu audio original, que na maioria das vezes é em inglês. Ainda uso legenda, mas, mais por preguiça do que por necessidade. E isso tem uma explicação lógica e racional. Em seu audio original sabemos exatamente o que a pessoa quer dizer, e a legenda é mais certa do que a dublagem.

Em filmes norte americanos que passam na tv aberta é impossível ouvir um palavrão, um nomezinho feio ou um xingamento que se preze, e por que? Porque na dublagem rola a censura. Necessária essa censura?? CLARO QUE NÃO!!!

Os filmes brasileiros tem milhares de palavrões, xingamentos, palavras feias e tudo mais, e vira e mexe estão no horário nobre. Então por que só os norte americanos são censurados? Temos que ouvir “Dadinho é o caralho” e “Senta o dedo nessa porra” (adoro esses filmes) mas quando em filme gringo o cara fala “son of a bitch” ou “kiss my ass motherfucker”, a gente ouve na verdade “panaca” e “seu chato”.

Não estou aqui defendendo os palavrões e xingamentos, e sim levantando esse ponto: O quão ilógico pode ser essa censura.

Há tanta preocupação em dublar sem palavrões os filmes gringos, mas nenhuma preocupação com os locais.

Até um “oh shit”, traduzido “oh merda“, se torna um “droga”. Por quê? Se em um filme brasileiro eles dizem “Puta que O pariu!”. Não dá pra entender.

E nessa de não entender, continuarei assistindo filmes locados em seu audio original, indo ao cinema em seções legendadas e vendo os filmes baixados pelo Pablo (mais de 200 só esse ano, se fosse na França ele já teria sido preso) em audio original com ou sem legenda.

E esse foi um dos últimos filmes que eu assisti dublado. Depois dessa cena…

Na dublagem ele diz: Não importa onde você vá, não importa o que você faça, eu vou te procurar, e te achar, e você é um bobo, seu bobo, você vai chorar, e vou te fazer chorar, seu bobo!!

Texto: Otis Keener

Montagens mais uma vez mal feitas via paint: Otis Keener

Vídeos: Youtube

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