Eu não gosto de magoar pessoas, não gosto quando alguém está chateado comigo, isso me incomoda profundamente. Em contrapartida eu gosto de falar tudo que eu penso, mas não falo. Dá pra perceber o quanto é difícil conciliar essas duas coisas?

Quem me conhece, não precisa me conhecer “bem”, basta saber como sou, pondera o que eu falo, leva em consideração alguns pontos, discute, não brigando, mas debatendo, e a vida continua. Porque sabe que eu falo mais para ser levado na brincadeira, entretanto muita gente não acha sarcasmo, cortadas, testadas, “menosprezadas”, etc. engraçado. (Eu nunca indicaria a série House a esse tipo de pessoas). Mas se não conhece, fica chateado(a) logo de cara. Daí esquece qualquer ponto relevante e acaba tornando tudo uma discussão quando na verdade eu só falei meu ponto de vista com uma leve pitada de humor/sarcasmo/ironia/cinismo (eu acho muito engraçado todos esses tipos de linguagem, até mesmo quando usam contra mim, é bem inteligente). Eu não sou o dono da verdade, mas eu acredito no que eu falo, afinal de contas quem vai expor uma opinião e não acreditar no que ela mesma está dizendo? Com exceção de quando é apenas uma brincadeira mesmo, mas é como dizem: “enquanto alguns se irritam, outros se divertem.” Se eu realmente fosse falar tudo que eu penso quem realmente me conhece ia parar de dizer que eu sou “muito legal com as pessoas”. Porque quem eu conheço eu não preciso ponderar, pensar e avaliar se a pessoa vai ou não ficar chateada antes de falar o que eu quero.

Eu só quero está de bem com todo mundo, gosto quando dizem que gostam de mim. Tá aí o motivo pra eu tentar agradar sempre sendo gentil e não dizendo tudo que eu penso.

Mas digamos que eu seja apenas um “homem prudente“: “O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz.” Aristóteles.

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