Archive for Julho, 2016


Duas das minhas bandas favoritas de todos os tempos, que eu conheci ainda na puberdade, lançaram novos álbuns esse ano. Claro que estou falando de RED HOT CHILI PEPPERS e BLINK 182.

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The Getaway – RHCP

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California – Blink182

É certo de que coisas mudam, pessoas mudam, pensamentos mudam, estilos mudam, bandas mudam. Mas somente os(as) melhores pessoas/bandas conseguem manter a sua essência. Assim como RHCP e Blink182. Por outro lado, é importante para uma banda se adaptar e se renovar para ultrapassar as eras. E essas duas bandas conseguiram fazê-lo.

Dessa forma eu só tenho à agradecer ao RHCP por manter viva a paixão pelo rock old school com uma pegada moderninha (graças ao novo guitarrista Josh Klinghoffer) e ao Blink182 por me lembrar que minha idade não tem nada a ver com minha atitude.

E de brinde a melhor entrevista (que é um karaokê) com RHCP da história.

Dizem que quando você começa uma faculdade, tem um(a) professor(a) que vai te motivar de uma forma diferente dos outros professores. Vai te mostrar a paixão do curso que você achava que nem poderia existir. E eu encontrei essa pessoa logo no meu primeiro período (letras francês – em busca da segunda graduação).

Nathassia Guedes – Literatura.

Ganhei uma motivação extra não só pelo curso, mas também para voltar à escrever e tirar esse (não mais “blog”) site das teias de aranha.

Mas todo retorno é lento e o processo é demorado. Ainda não escolhi um tema para me aprofundar e dissertar sobre, mas para começar vou falar brevemente sobre músicas.

Algumas músicas fazem sucesso e até cantamos, mas, sem fazer nenhum sentido. Por não entendermos a complexidade da letra ou por não termos passado pelas situações que o autor da letra passou e descreve na música. Às vezes é só o ritmo que é contagiante, a letra se encaixa perfeitamente na batida e o o(a) cantor(a) tem uma voz bonita, ou até mesmo é só porque é da nossa banda/artista favorito. O problema é quando você se vê nessas tais situações, e antes o que era apenas uma música legal, passa a retratar um momento da sua vida. E finalmente aquelas músicas começam à fazer sentido. Geralmente músicas de sofrimento ou desabafos. Não sei como a psicologia chama isso, mas essa epifania petrifica.

A grande questão é, ainda vou cantar essas músicas depois do que eu passei?

 

apaixonada-por-leitura-_-knbk-incubadora-fapesp-br1 Mathis, Blue Couch, Le divan bleu, Pastel on paper, 33_02 x 48_26 cm, Dassin Gallery, Los Angeles, California, USA