Dizem que quando você começa uma faculdade, tem um(a) professor(a) que vai te motivar de uma forma diferente dos outros professores. Vai te mostrar a paixão do curso que você achava que nem poderia existir. E eu encontrei essa pessoa logo no meu primeiro período (letras francês – em busca da segunda graduação).

Nathassia Guedes – Literatura.

Ganhei uma motivação extra não só pelo curso, mas também para voltar à escrever e tirar esse (não mais “blog”) site das teias de aranha.

Mas todo retorno é lento e o processo é demorado. Ainda não escolhi um tema para me aprofundar e dissertar sobre, mas para começar vou falar brevemente sobre músicas.

Algumas músicas fazem sucesso e até cantamos, mas, sem fazer nenhum sentido. Por não entendermos a complexidade da letra ou por não termos passado pelas situações que o autor da letra passou e descreve na música. Às vezes é só o ritmo que é contagiante, a letra se encaixa perfeitamente na batida e o o(a) cantor(a) tem uma voz bonita, ou até mesmo é só porque é da nossa banda/artista favorito. O problema é quando você se vê nessas tais situações, e antes o que era apenas uma música legal, passa a retratar um momento da sua vida. E finalmente aquelas músicas começam à fazer sentido. Geralmente músicas de sofrimento ou desabafos. Não sei como a psicologia chama isso, mas essa epifania petrifica.

A grande questão é, ainda vou cantar essas músicas depois do que eu passei?

 

apaixonada-por-leitura-_-knbk-incubadora-fapesp-br1 Mathis, Blue Couch, Le divan bleu, Pastel on paper, 33_02 x 48_26 cm, Dassin Gallery, Los Angeles, California, USA

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