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Dizem que quando você começa uma faculdade, tem um(a) professor(a) que vai te motivar de uma forma diferente dos outros professores. Vai te mostrar a paixão do curso que você achava que nem poderia existir. E eu encontrei essa pessoa logo no meu primeiro período (letras francês – em busca da segunda graduação).

Nathassia Guedes – Literatura.

Ganhei uma motivação extra não só pelo curso, mas também para voltar à escrever e tirar esse (não mais “blog”) site das teias de aranha.

Mas todo retorno é lento e o processo é demorado. Ainda não escolhi um tema para me aprofundar e dissertar sobre, mas para começar vou falar brevemente sobre músicas.

Algumas músicas fazem sucesso e até cantamos, mas, sem fazer nenhum sentido. Por não entendermos a complexidade da letra ou por não termos passado pelas situações que o autor da letra passou e descreve na música. Às vezes é só o ritmo que é contagiante, a letra se encaixa perfeitamente na batida e o o(a) cantor(a) tem uma voz bonita, ou até mesmo é só porque é da nossa banda/artista favorito. O problema é quando você se vê nessas tais situações, e antes o que era apenas uma música legal, passa a retratar um momento da sua vida. E finalmente aquelas músicas começam à fazer sentido. Geralmente músicas de sofrimento ou desabafos. Não sei como a psicologia chama isso, mas essa epifania petrifica.

A grande questão é, ainda vou cantar essas músicas depois do que eu passei?

 

apaixonada-por-leitura-_-knbk-incubadora-fapesp-br1 Mathis, Blue Couch, Le divan bleu, Pastel on paper, 33_02 x 48_26 cm, Dassin Gallery, Los Angeles, California, USA

Conheça esse exemplo de superação e motivação. Assisti o filme sobre a vida desse cara e me emocionei bastante, e resolvi falar um pouco sobre quem foi Terry Fox.

Ele era só um jovem atleta canadense, capitão do time de basquete do seu colégio, 19 anos, quando uma dor no joelho foi diagnosticada como um tumor cancerígeno. O cancer fez com que amputacem sua perna para salvar sua vida. Mesmo abalado, vendo sua vida jovem de atleta serem mudadas drásticamente, seu treinador de basquete levou uma matéria de jornal na qual dizia que um “amputado” teria conseguido participar de uma mini maratona usando uma perna artificial e disse a Terry “você pode fazer o que quiser, desde que seja o desejo do seu coração”, e então ele resolveu fazer o mesmo, mas de uma maneira diferente, não só correr uma maratona, mas atravessar todo o Canadá, da Costa Atlántica, Terra Nova e Labrador, até a Costa Pacífica, Vancouver, Columbia Britânica. E fazendo isso com o intuito de arrecadar doações para a pesquisa sobre o tratamento de câncer. Deu-se início a Maratona da Esperança (Marathon of Hope).

Ele passou a correr uma maratona por dia (42 km), ao lado de seu melho amigo de infância Doug Award e do seu irmão Darrel Fox, após cada maratona passavam a noite na van e no dia seguinte Terry começava tudo de novo. O caminho pelas rodovías no seu início foi muito difícil porque a maioria das pessoas não sabiam quem ele era e nem o que um cara sem perna fazia correndo em plena auto estrada.

Mas logo se tornou uma figura conhecida, e seu objetivo foi sendo alcançado, com doações por todas a cidades que passava. Sua rotina agora era outra: Início da corrida 5 da manhã, pausa para o café e discursos, continuava a corrida até a próxima cidade, outra pausa para discurso, correr até sua meta diária e descansar na van até o dia seguinte.

Após 143 dias seguidos e 5.373 km percorridos, teve que interromper sua a Maratona da Esperança, o câncer havia se espalhado pelos seus pulmões.

Terry Fox faleceu em 28 de junho de 1981, um mês antes do seu 23° aniversário. Arrecadou 360 milhões de dólares em sua jornada e seu objetivo era 24 milhões de dólares, um dollar para cara canadense vivo.

Um exemplo de perseverança, superação e esperança. Ele simplesmente nunca desistiu.

“Vocês vão terminar minha maratona?” Perguntou quando estava na sala de emergência.

“Mesmo que eu não termine, eu vou ter feito meu melhor.” Disse quando estava começando a sentir que estava com problemas de saúde. Mesmo assim continuou até não poder mais.

“Quando eu corri pela Small Street Mall, a estrada era estreita mas as pessoas estavam correndo atrás de mim e todas as outras pessoas estavam alinhadas batendo palmas para mim. Eu estava flutuando no ar e não sentia nada. Eu me sentia incrível. É o tipo de memória que você nunca conseguirá esquecer.”

“Mesmo que eu não termine, outros vão continuar. É preciso que isso continue.”

Em uma determinada cidade tinha um cartaz de apoio que dizi:

EVERY MILE DESERVE A SMILE – Cada kilómetro merece um sorriso.

 

Conheça um pouco mais da história e do legado de Terry Fox : Terry Fox Foundation. A single Dram. A World of hope. História de Terry Fox  ESPN.